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Okê ! Oxossi é irmão de Ogum e Exu e possui características semelhantes às dos irmãos. É o guerreiro das matas que busca alimento para sua família. Sua maior preocupação era preservar todas as espécies de vida animal para que elas não se extinguissem e, assim, não acabasse o alimento para a humanidade. Corajoso e viril, é considerado o mais bonito e charmoso dos orixás. Diz a lenda que Oxossi abandonou sua família por um encantamento de Ossaim, mesmo sendo alertado por sua mãe Iemanjá. Depois disso, ela teria impedido que ele voltasse para casa, obrigando – o a viver nas florestas. Isso fez com que ele aprimorasse seus dotes de caçador, mas sua vida foi de solidão e abandono. Os filhos de Oxossi têm bastante jovialidade e rapidez física e mental. Também são vaidosos e intuitivos. CONHECENDO MAIS DE OXOSSE Oxossi,
deus dos caçadores, seria irmão mais jovem ou filho de Ogun.
Seu culto encontra-se quase extinto na África, nos países de língua Yorubá,
o entanto é muito difundido no Novo Mundo, tanto no Brasil quanto em
Cuba. Isto explica-se, talvez, pelo fato de Kétu,
na África, haver sido completamente destruído e saqueado pelas tropas do
rei Daomé, no século passado, sendo os seus
habitantes vendidos como escravos para o Brasil e para a Cuba, inclusive
os iniciados no Culto de Oxossi, chegou-se a tal ponto que, embora
existindo ainda, em Kétu, os locais onde
Oxossi recebia outrora oferendas e sacrifícios, já não existem,
atualmente, pessoas que saibam ou desejam cultuá-lo. Conta-se
no Brasil, que Oxossi era irmão de Ogun e de Exú,
todos três filhos de Yemanjá. Exú,
por ser indisciplinado e insolente com sua mãe, foi por mandado embora. Os
outros dois filhos se conduziam melhor. Ogun
trabalhava no campo e Oxossi caçava nas florestas vizinhas. A casa
encontrava-se, assim, abastecida de produtos agrícolas e de caça. Yemanjá,
no entanto, andava inquieta e resolveu consultar um Babalaô.
Este aconselhou não mais deixar Oxossi ir à caça, pois se arriscava a
encontrar Osanyin, aquele que possuía o
conhecimento das virtudes das plantas e que vivia nas profundezas da
floresta. Oxossi ficaria exposto, assim, a um feitiço de Ossanyin
para obrigá-lo a permanecer em sua companhia. Uma
lenda explica como surgiu o nome de Òsóòsì,
derivado de Òsówusì (“o guarda-noturno é
popular’’): “Olófin
Odùduà, rei de Ifé,
celebrava a festa dos novos inhames, um ritual indispensável no início
da colheita, antes do quê, ninguém podia comer desses inhames. Chegado o
dia, um grande multidão reuniu-se no pátio do
palácio real. Olófin estava sentado
em grande estilo, magnificamente vestido, cercado de suas mulheres e de
seus ministros, enquanto os escravos o abanavam e espantavam as
moscas, os tambores batiam e louvores eram entoados para saudá-lo. As
pessoas reunidas conversavam e festejavam alegremente, comendo dos novos
inhames e bebendo vinho de palma. Subitamente um pássaro gigantesco voou
sobre a festa, vindo pousar sobre o teto do prédio central do palácio.
Esse pássaro malvado fora enviado pelas feiticeiras, as Ìyámi
Òsòròngà, chamadas também as Eléye,
isto é, as proprietárias
dos pássaros, pois elas utilizam-nos
para realizar seus nefastos trabalhos. A confusão e o desespero
tomaram conta da multidão. Decidiram, então, trazer, sucessivamente,
Oxotogun, o caçador das vinte
flechadas, de Idô; Oxotogí,
o caçador das quarenta flechas, de Moré; Oxotadotá,
o caçador das cinqüenta flechas, de Ilarê,
e finalmente Oxotokanxoxô, o caçador de uma
só flecha, de Iremã. Os três primeiros,
muito seguros de si e um tanto fanfarrões,
fracassaram em suas tentativas de atingir o pássaro, apesar do tamanho
deste e da habilidade dos atiradores. Chegada a
vez de Oxotokanxoxô, filho único, sua mãe
foi rapidamente consultar um babalaô, que lhe
declarou: “Seu filho está a um passo da morte ou da riqueza. Faça uma
oferenda e a morte tornar-se-á riqueza”. Ela foi então colocar na
estrada uma galinha, que havia sacrificado, abrindo-lhe o peito, como
devem ser feitas as oferendas às feiticeiras, e dizendo três vezes:
“Que o peito do pássaro receba esta oferenda”. Foi no momento preciso
que seu filho lançava sua única flecha. O pássaro relaxou o encanto que
o protegia, para que a oferenda chegasse ao seu peito, mas foi a flecha de
Oxotokanxoxô que o atingiu profundamente. O pássaro
caiu pesadamente, se debateu e morreu. Todo mundo começou a dançar e a
cantar: “Oxó (Òsó)
é popular! Oxó é popular! Oxowussi
(Òsówusì)! Oxowussi!! Oxowussi!!!”
Com o tempo, Òsówusì transformou-se
em Òsóòsì. Conta-se no Brasil que Oxóssi era irmão de Ogum e de Exu, todos os três filhos de Iemanjá. Exu era indisciplinado e insolente com sua mãe e por isso ela o mandou embora. Os outros dois filhos se conduziam melhor. Ogum trabalhava no campo e Oxossi caçava na floresta das vizinhanças, de modo que a casa estava sempre abastecida de produtos agrícolas e de caça. Iemanjá, no entanto, andava inquieta e resolveu consultar um babalaô. Este lhe aconselhou proibir que Oxóssi saísse à caça, pois arriscava-se a encontrar Ossaim, aquele que detém o poder das plantas e que vivia nas profundezas da floresta. Oxóssi ficaria exposto a um feitiço de Ossaim para obrigá-lo a permanecer em sua companhia. Iemanjá exigiu, então, que Oxóssi renunciasse a suas atividades de caçador. Este, porém, de personalidade independente, continuou suas incursões à floresta. Ele partia com outros caçadores, e como sempre faziam, uma vez chegados junto a uma grande árvore (ìrókò), separavam-se, prosseguindo isoladamente, e voltavam a encontrar-se no fim do dia e no mesmo lugar. Certa tarde, Oxóssi não voltou para o reencontro, nem respondeu aos apelos dos outros caçadores. Ele havia encontrado Ossaim e este dera-lhe para beber uma porção onde foram maceradas certas folhas, como a amúnimúyè, cujo nome significa “apossa-se de uma pessoa e de sua inteligência”, o que provocou em Oxóssi uma amnésia. Ele não sabia mais quem era nem onde morava. Ficou, então, vivendo na mata com Ossaim, como predissera o babalaô. Ogum, inquieto com a ausência do irmão, partiu à sua procura, encontrando-o nas profundezas da floresta. Ele o trouxe de volta, mas Iemanjá não quis mais receber o filho desobediente. Ogum, revoltado pela intransigência materna, recusou-se a continuar em casa (é por isso que o lugar consagrado a Ogum está sempre instalado ao ar livre). Oxóssi voltou para a companhia de Ossaim, e Iemanjá, desesperada por ter perdido seus filhos, transformou-se num rio, chamado Ògùn ( não confundir com Ògún, o orixá). O narrador desta lenda chamou atenção para o fato de que “esses quatro deuses Iorubás- Exu, Ogum, Oxóssi e Ossaim – são igualmente simbolizados por objetos de ferro forjado e vivem todos ao ar livre.
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